quinta-feira, 22 de junho de 2017

Nelson Piquet: "Ayrton Senna era duas pessoas diferentes"



Segundo Nelson Piquet, Ayrton Senna era duas caras.

Piquet: "Ayrton Senna era duas pessoas diferentes"

Piquet no Caldeirão do Huck na TV Globo em 2003
















quarta-feira, 21 de junho de 2017

Italiano Deixa Smart Igual ao Mclaren de Ayrton Senna

Admiração de Gianluca Giacobbe pelo tricampeão vai além dos carros e das pistas

por Marcelo Monegato * WM1 / 13/11/2015 às 12:15 * atualizado 10/07/2016 às 14:48

Italiano deixa Smart igual ao McLaren de Ayrton Senna

Poucos nomes no esporte a motor são tão cultuados em todo o mundo como o do tricampeão mundial de Fórmula 1. Morto em 1º de maio de 1994 no GP de Ímola, o ex-piloto brasileiro atingiu um patamar de devoção difícil de explicar e impossível de dimensionar. Quem poderia imaginar, por exemplo, que em Cerveteri, uma província de Roma, na Itália, um mecânico aficionado por aquele que é apontado como o melhor de todos os tempos teria boa parte de sua vida influenciada Senna. Pois é. Ele existe. E atende pelo nome de Gianluca Giacobbe.

Sua admiração por Ayrton, que começou no final da década de 1980 e início da de 1990, quando o brasileiro travava batalhas épicas – dentro e fora das pistas – com o francês Alain Prost e, posteriormente, com o ‘leão’ inglês Nigel Mansell, resultou até na construção de um Smart ForTwo caracterizado, ou melhor, igualzinho ao McLaren que levou o brasileiro aos três campeonatos mundiais em 1988, 1990 e 1991.


“Muitos anos atrás, eu estava vendo um game de Gran Turismo e admirando os diferentes gráficos de todos os carros, e eu pensei que seria interessante ter um carro de rua com grafismo de carro de corrida”, revela Gacobbe, para em seguida reconhecer que o carro de corrida em questão deveria ser o McLaren de Senna.

A ideia, então, saiu do papel em 2012, quando o mecânico italiano de 39 anos foi a uma exposição em Milão para fotografar todos os detalhes do ‘bólido’ da equipe inglesa. “Então comprei um Smart e após aproximadamente dois anos trabalhando como um artista nascia meu Smart_Senna”, explica.

O legal do projeto é que a customização não ficou apenas para quem olha do lado de fora. A busca pela perfeição fez com que Giacobbe levasse para o interior do ForTwo cada detalhe do McLaren. “Também trabalhei para deixar as rodas do Smart iguais ao do carro de Ayrton, assim como 0s botões do rádio e boost. Coloquei assentos de corrida feitos sob encomenda com bordado autógrafo do Senna.”


E como todo mecânico apaixonado por corridas de carros, ele também mexeu na mecânica do ‘pequenino’. Todo motor foi retrabalhado, desde a eletrônica, passando pelo intercooler e sistema de escapamento. O setup dos freios e da suspensão também foram modificados, quanto as rodas dianteiras e traseiras foram alteradas – 15x7 na frente e 15x8 atrás. “Posso dizer que fiz uma personalização muito equilibrado: o meu Smart é um carro normal na estrada e muito divertido na pista.”

Giacobbe não revela quanto custou todo o projeto, pois muitas das alterações foram feitas de maneira artesanal e utilizando materiais reciclados.

SENNA MUITO ALÉM DO SMART

Gianluca Giacobbe, que está em São Paulo para acompanhar o GP Brasil de F1 neste domingo, explica que sua admiração pelo piloto brasileiro vai muito além da customização do seu Smart ForTwo. “Eu tenho uma réplica do capacete, o chapéu oficial, t-shirt, tatuagem. Em minha casa há fotos em todos os lugares do Senna. Eu durmo com uma imagem de Jesus à direita atrás de mim, e eu tenho a foto de Ayrton ao lado”, revela o mecânico italiano, que já visitou duas vezes o túmulo do ex-piloto no Cemitério do Morumbi.

Convicto de ter uma relação próxima com Senna, Giacobbe conta um caso muito especial que aconteceu no circuito de Ímola, onde o brasileiro morreu após um grave acidente na curva Tamborello, quando liderava a corrida com sua Williams-Renault.


“No último dia 1º de maio, em Imola, eu participei de um track day. Ao longo da minha última voltra, eu quis prestar uma homenagem a Ayrton segurando a bandeira do Brasil como ele sempre fazia quando vencia um GP. Quando cheguei perto da curva Tamburello, uma forte rajada de vento levou a bandeira da minha mão. A partir daquele dia eu sinto algo diferente, talvez Senna mais perto”, diz, admitindo na sequência que gostaria muito de conhecer a família do tricampeão mundial e realizar o sonho de colocar seu Smart-Senna no asfalto do Autódromo de Interlagos.

INSTAGRAM

Em seu perfil no Instagram, Gianluca Giacobbe constantemente publica fotos de seu Smart_Senna e de sua admiração pelo ex-piloto brasileiro Ayrton Senna. O endereço dele é @gianluca_giacobbe.









FONTE PESQUISADA

GIACOBBE, Gianluca. Italiano deixa Smart igual ao McLaren de Ayrton Senna. Disponível em: <http://wm1.com.br/cultura-auto/italiano-deixa-smart-igual-ao-mclaren-de-ayrton-senna>. Acesso em: 21 de junho 2017.


terça-feira, 20 de junho de 2017

"Ayrton estava com saudade de sua namorada Adriane e queria chegar em casa o mais rápido possível", diz Jo Ramirez sobre últimas horas de Senna

Jô Ramirez foi uma das últimas pessoas que falou com Senna antes de morrer.

O ex-coordenador da McLaren, amigo pessoal e confidente de Ayrton Senna, Jo Ramirez, revelou em entrevista a revista Motorsport Magazine um pedido especial que recebeu do amigo brasileiro, esse que seria então seu último pedido: um helicóptero para ir ao encontro de Adriane Galisteu. 

Por causa de brigas com a família, Ayrton não pôde levar Adriane para o Grande Prêmio de San Marino.


Motorsport Magazine, Outubro de 2007.
Reportagem de Taylor Simon.

"Eu costumava contratar aluguel de carros para os pilotos da McLaren, reservar seus helicópteros, tudo isso. Em Imola em 1994, embora Ayrton estivesse com Williams agora, ele veio até mim no sábado e me perguntou se eu me importaria de reservar um helicóptero logo após a corrida para chegar a Forli, onde estava seu avião, para poder voar para Portugal. Roland Ratzenberger tinha morrido naquele dia, o que chocou a todos, e Ayrton estava com saudade de sua namorada Adriane e queria chegar em casa o mais rápido possível. Eu disse que estava feliz em fazê-lo: isso mostrava que, embora estivéssemos em equipes diferentes agora, ainda éramos amigos. Fui vê-lo no domingo após o warm-up (aquecimento dos carros para o Grande Prêmio de Ímola) e disse-lhe onde o helicóptero seria e em qual nome foi reservado (nome = piloto do helicóptero)."


“I used to arrange hire cars for the McLaren drivers, book their helicopters, all that. At Imola in 1994, although Ayrton was with Williams now, he came to me on Saturday and asked me if I’d mind booking a helicopter right after the race to get to Forli, where his plane was, so he could fly to Portugal. Roland Ratzenberger had been killed on that day, which had shocked everybody, and Ayrton was missing his girlfriend Adriane and wanted to get home as soon as possible. I said I was glad to do it: it showed that although we were in different teams now we were still friends. I went to see him on Sunday after the warm-up and told him where the helicopter would be and what name it was booked in."


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Jo Ramirez acredita que seria importantíssimo para Ayrton a companhia de Adriane naquele fim de semana, faria bem a ele e deixou isso bem claro em seu livro "Mi vida em la fórmula uno", lançado em 2005.


   Ayrton chegou a Imola com seu irmão Leonardo, deixando sua namorada, Adriane, em casa, na Quinta do Lago, Portugal, e ainda que estivesse rodeado de amigos, em situações como esta lhe fazia falta a companhia de uma mulher. No sábado, depois do treino, me pediu para reserva-lhe um helicóptero para depois da corrida, para levá-lo de volta para Forli, onde estava estacionado seu avião. Ele queria voltar o mais rápido possível junto a Adriane. Ele disse que estar na Williams era muito diferente de estar na McLaren, já que os pilotos eram tratados como um empregado e ninguém se encarregava de cuidar de suas necessidades. Também disse que era muito mais fácil pedir a mim (a reserva do helicóptero para se encontrar com Adriane) porque eu conhecia todo mundo em toda a parte. Para mim, isso foi um sinal da continuidade da nossa amizade, ainda que agora lutávamos sob bandeiras diferentes.

Jo Ramirez acredita que seria importantíssimo para Ayrton a companhia de Adriane naquele fim de semana





Uma breve explicação sobre o motivo de Adriane não estar com ele em Ímola



Naquele fim de semana Ayrton estava no auge de uma briga com a família, que não aceitavam as suas decisões referentes a ele e Adriane. O pai seu Milton já tinha feito de um tudo para separa-los sem sucesso e isso irritou e entristeceu profundamente Ayrton. E por essa briga toda com a família, sabendo que seu irmão, enviado pela família a Ímola, tentaria mais uma vez, ele achou melhor deixar Adriane o esperando em casa, no Algarve em Portugal. 


Continuando...

   Na manhã seguinte fui até ele e lhe dei detalhes sobre o helicóptero. Ele ainda parecia um pouco deprimido, mas mais feliz com o carro depois do warm up matutino. Senna qualificou na pole, na Posição de Privilegio mas foi ele e não o carro quem o havia conseguido. O Williams FW16 ainda não era bom o suficiente e tinha sido essa determinação quase sobre-humana e desejo de sucesso que, muitas vezes, levou-o a alcançar metas que nenhum outro piloto poderia conseguir. Adicionado a isso, havia o fato de estar desesperado porque seu novo rival, Michael Schumacher, lhe colocou uma vantagem de 20 pontos em apenas duas corridas. Voltei a vê-lo na reunião de pilotos, onde permaneceu por um bom tempo conversando com Michael sobre como fazer mais seguras as corridas.


Leia o post completo: A Tragédia de 1994 Por Jo Ramirez


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FONTES PESQUISADAS


SIMON, Taylor. Lunch with Jo Ramirez. Motorsport Magazine, Londres, Volume 83, Número 10, p. 56 – 62. Outubro 2007.

RAMÍREZ, Jo. Mi vida em la fórmula uno. 1º Edição. Ibrain, 2005.

domingo, 18 de junho de 2017

Hamilton Ganha Presente da Família de Senna e se Emociona: "Capacete do Meu Herói"


Quando li essa notícia automaticamente me lembrei de uma passagem do livro de Adriane Galisteu (Caminho das Borboletas) onde ela conta que Ayrton Senna, dias antes de morrer, encomendou um capacete igualzinho ao dele para dar-lhe de presente (a sua então futura esposa, a mulher que vivia com ele, sua amada, enfim...). Ela nunca o recebeu. A família do Ayrton, após a morte do piloto, nesses 23 anos, já presenteou a várias pessoas importantes esse capacete, e agora, por marketing, ofertou um para Lewis Hamilton, tricampeão de Fórmula 1.

Aconteceu aquilo tudo que muitos sabem com a Adriane, a família fez aquele papelão depois da morte do Ayrton, a maltrataram demais, por não considerá-la digna dele – a modelo era pobre na época. Eles não queriam que os dois ficassem juntos, se casassem. Naturalmente não iam fazer nada mais por ela, como dar esse capacete de presente ou continuar com a homenagem que Senna faria para ela na revistinha Senninha. Aliás, isso é o de menos, pior foi eles a terem expulsado da casa que vivia com Ayrton, em Portugal, bloquear a conta conjunta que tinham, impossibilitando que a modelo comprasse sua passagem de volta ao Brasil, dentre outras coisas.

Leiam o trecho do livro que Adriane fala sobre o capacete que Ayrton Senna mandou fazer para ela:

"Coroas de flores, soldados enfileirados, a bandeira sobre o caixão, o batalhão de fotógrafos - eu não conseguia fazer uma ligação entre meu namorado e o homem que recebia aquelas homenagens. Talvez meu estado cataléptico tenha me salvado de dores maiores. Imóvel, acompanhada apenas de minhas lágrimas ou de uma ou outra amiga que me vinha dar a mão, eu me mantive no mesmo lugar dia e noite. O pouco que saí foi para ver, lá fora, o espetáculo doloroso da multidão. Quando voltei, o capacete dele estava pousado no caixão. Olhava, e aquilo me machucava. Dias antes, o Celso (Lemos - então executivo da Senna Licensing e após a morte de Ayrton, diretor-geral do Instituto Ayrton Senna), que trabalhava com ele, tinha me avisado: "Ele quer lhe fazer uma surpresa. Encomendou um, igualzinho, pra você". Ainda espero por ele. Ou será que não devo esperar?"


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Eles (família) falam e respiram Ayrton Senna, tudo que são devem a ele... ao nome e prestígio dele, aos milhões que deixou...

O mínimo que tinham que ter feito era respeitar os sentimentos do Ayrton e tratar Adriane com muito respeito.

Ayrton repudiaria essa conduta cruel da família com qualquer outro semelhante, ainda mais se tratando da mulher que ele amava.

Viviane Senna e seus dois filhos Bianca e Bruno numa exposição de carros de Fórmula 1 de seu irmão falecido Ayrton Senna

Ayrton com os pais, irmãos, sobrinhos e cunhado


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Hamilton ganha presente da família de Senna e se emociona: "Capacete do meu herói"

Piloto britânico iguala marca histórica do ídolo brasileiro e é surpreendido com homenagem na pista. Presente foi enviado pela família de Senna




Por GloboEsporte.com, Montreal, Canadá
10/06/2017 15h34  Atualizado 10/06/2017 21h58


O dia 10 de junho de 2017 ficará marcado para sempre na carreira de Lewis Hamilton. Na tarde deste sábado em Montreal, o inglês conquistou a 65ª pole position na carreira e igualou o número de Ayrton Senna na Fórmula 1. Os dois estão na 2ª posição do ranking geral, só atrás de Michael Schumacher que tem 68. Levado para uma entrevista dentro da pista canadense, o piloto da Mercedes respondeu sobre a impressionante volta rápida de 1m11s459 - novo recorde - e foi agraciado com uma inesperada surpresa.

Envolto em um pano preto, o objeto misterioso foi então revelado, para choque do inglês, que até deixou cair o microfone no chão quando viu a peça. Lewis recebeu da família Senna, uma réplica do capacete usado pelo tricampeão brasileiro na temporada de 1987 da Fórmula 1, quando corria com a Lotus amarela. Bastante emocionado, o piloto da Mercedes chorou, e declarou:
- Estou tremendo. Para muitos de vocês, Ayrton foi o piloto favorito. Ele era o meu também. Receber isso, e empatar com ele é uma grande honra - disse Hamilton, que desde o início da carreira faz questão de dizer que Senna foi seu maior ídolo.



A surpresa, originalmente, estava prevista para acontecer no GP de Mônaco. Várias homenagens foram feitas a Ayrton Senna pelos 30 anos da sua primeira vitória em Monte Carlo. Bianca Senna, sobrinha do ex-piloto, estava no Principado e participou de vários eventos. Mas Lewis Hamilton teve problemas com a Mercedes e foi apenas o 13º colocado na classificação. Então, a réplica do capacete que Ayrton Senna venceu a corrida em Mônaco, em 1987, foi levado para o Canadá.




Mais tarde, Lewis escreveu uma declaração emocionada em sua conta no Instagram:
- Em absolutamente descrença com o que aconteceu hoje. Deus é verdadeiramente o maior. Meus sonhos mais loucos se tornaram realidade, e eu sou tão grato! Obrigado família Senna por esse presente inacreditável. O capacete do meu herói. UAU! Eu vou apreciar isso para sempre.

Postagem de Hamilton no Instagram (Foto: Reprodução)

Juntos em todos os lugares

Lewis Hamilton virou aquela criança que ganha um presente especial e não quer largar dele... E faz questão de mostrar para todos os amigos.


(Foto: EFE)

(Foto: Getty Images)

(Foto: Twitter/F1)

(Foto: Getty Images)

(Foto: Twitter/F1)

(Foto: Getty Images)

Lewis Hamilton no Canadá 2017 F1 (Foto: Reprodução)



FONTE PESQUISADA


GLOBO ESPORTE - Hamilton ganha presente da família de Senna e se emociona: "Capacete do meu herói". Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/hamilton-ganha-capacete-de-ayrton-senna-e-se-emociona-no-canada-apos-65-pole-da-carreira.ghtml>. Acesso em: 18 de junho 2017.

sábado, 17 de junho de 2017

Alunos da escola Coronel Libório em Camocim, no Ceará, Fazem Homenagem a Ayrton Senna no 7 de Setembro (Fotos)



“Aqui no 7 de Setembro da escola Coronel Libório em Camocim”, escreveu o professor de matemática Tales Sousa em sua rede social ao postar as fotos em 07 de setembro de 2014.























FONTE PESQUISADA

SOUSA, Tales. Aqui no 7 de Setembro da escola Coronel Libório em Camocim. Disponível em: <https://www.facebook.com/talessousa/posts/10204593617669434>. Acesso em: 17 de junho 2017.