sábado, 26 de maio de 2012

O Jornalista Flávio Gomes Conta Histórias Inéditas Sobre Senna e Galisteu


Jornalista Flavio Gomes Fala Sobre Ayrton Senna e Adriane Galisteu



Adriane foi uma moça que conheci rapidamente em 1993, quando ela começou a namorar Ayrton Senna. Novinha, simpaticíssima, foi a única de quem, acho, Ayrton gostou de verdade. Era a única namorada, das que conheci, com quem ele fazia questão de andar de mãos dadas pelo paddock. E não dava moleza, não. Uma vez a gente se encontrou na lanchonete do Estoril, durante um treino, e tive de pagar uma Coca-Cola para ela porque o muquirana do Senna não lhe deu nem um escudo para gastar enquanto queimava gasolina e borracha na pista.
Bons e singelos tempos.
PS: Lembrei agora de outra passagem com a Adriane, coisa meio esquisita, mas que talvez nunca tenha contado a ninguém. No fim de 1994, estava de novo em Portugal para a corrida do Estoril, quando conseguimos, eu e o Nilson César, da Jovem Pan, marcar uma entrevista com ela, que estava havia meses morando na quinta do Braguinha, ali perto. Fizemos um longo programa ao vivo na rádio, e deixei meu gravador ligado enquanto fazíamos a entrevista. Ela nos recebeu muito bem, triste, mas muito sincera e franca em tudo que nos contou sobre o mais de uma ano em que foi namorada de Senna. Quando terminamos, pegamos a estrada para voltar ao hotel e coloquei a fita para escutar no carro. Só a primeira pergunta foi registrada. Depois, sem nenhuma razão aparente, nada mais ficou gravado. Sem que eu tivesse encostado no aparelho durante a gravação, ou que tivesse dado um “pause” sem querer, nada. Tirei a fita, coloquei no gravador de novo, apertei “play e REC”, fiz um teste, e estava funcionando normalmente. Nunca entendi direito o que aconteceu.

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Depois de um treino, no dia 28 de setembro de 1993, Ayrton me recebeu no motorhome. Não havia muito o que falar sobre o teste, é claro. Primeiro, porque a McLaren jamais iria usar motores Lamborghini. Queria uma montadora grande, e não lembro bem por que resolveu andar com aquilo. Depois, porque Ayrton já não tinha muito mais a falar da McLaren. Nem estava puto com o teste, até porque depois do GP de Portugal ele iria ficar alguns dias por lá mesmo, com a Adriane Galisteu, na quinta do Braguinha lá perto. Foi, andou, e pronto.
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No dia 01/05/2012, Flávio Gomes postou um texto de como que estaria Senna se estivesse vivo. Por ter convivido com o piloto durante muitos anos, acredita, dentre outras coisas, que ele estaria casado com Adriane Galisteu.

FONTE PESQUISADA

GOMES, Flávio. É ela mesmo. Disponível em: <http://flaviogomes.warmup.com.br/2010/01/e-ela-mesmo/>. Acesso em: 26 de maio 2012.

Ayrton Senna e Adriane Galisteu namoraram um ano e meio. Os dois moravam juntos quando o piloto sofreu o acidente que o matou, em 1994.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Nova Máquina de Ayrton Senna Revista Manchete Junho/1993


A Nova Máquina de Ayrton Senna Revista Manchete Junho/1993

O Casal é perfeito. Ele, o campeão de todas as pistas. Ela, a número um em todas as curvas. Mas há afinidades maiores na vida amorosa de Ayrton Senna e Adriane Galisteu, a máquina humana na vida do campeão. A começar pelas virtudes que tem em comum, que vão do fascínio pela natureza ao gosto por um relacionamento tão franco quanto possível. Sempre que podem eles se curtem um ao outro, na curtição que é a paradisíaca mansão de Senna em Angra dos Reis, na costa sul do Rio de Janeiro. Nessas horas, Ayrton esquece a guerra
Das corridas da F1, onde este ano tenta a mágica de um titulo quase impossível. E Adriane tira as passarelas de modelo do seu
Horizonte. É um autentico pitstop amoroso, do qual Manchete registra com exclusividade as cenas de uma paixão explícita.

Ney Bianchi.

O trio inseparável Adriane Galisteu, Ayrton Senna e a cadelinha Kinda, na prainha que deságua na mansão de Angra. Os raros Amigos que freqüentam a casa do piloto dizem que ele “está numa boa”. O próprio Senna não esconde isso e nos últimos tempos Adriane encaixou-se como uma personagem indispensável na vida e nas temporadas de lazer do campeão.

- Que conselhos você daria a um piloto que está começando na F1?

-“Nenhum. Não adianta. Não sou desses de ensinar técnicas. Cada um tem que aprender por si só. Não existem duas pessoas iguais no mundo. Portanto cada qual assimila as coisas à sua maneira, de acordo com sua formação. É no dia-a-dia da F1 que os novatos têm que buscar melhores lições, descobrir o que é
bom e ruim para eles... é com eles mesmo... É lá é que vão ver se tem algum talento ou não.”

- Aprender a conviver com a lei das selvas das corridas?

- “Não é bem assim – retruca. – Na F1 existe muita pressão, disputas entre pilotos, mecânicos, chefes de equipe, um patrocinador contra o outro. É um mundo diferente, onde tudo tem que estar certinho a tempo e a hora. Mas é um mundo – à sua moda – civilizado, moderno, com regras que temos que respeitar, um mundo que exige inteligência, coragem, determinação e uma formação técnica apurada de todos os seus habitantes. Temos que aprender a conviver com todos e seguir as regras.”

- Você já pensou em se mudar do Brasil?

-“Porque faria isso? Nunca pensei isso, moro com Adriane em São Paulo e viajo pelo mundo quando tenho corridas, tenho uma casa em Portugal, mas só passo curtas temporadas de alguns dias. Nunca pensei em me mudar do Brasil. Só se tivesse um motivo muito forte eu me mudaria pra outro pais. E também eu tenho negócios aqui, em São Paulo, e meu lazer é em Angra”


A Empresa a Ayrton Senna Promoções e Empreendimentos, ocupa 5 andares num moderno prédio em São Paulo, onde o seu Helicóptero é o único a usar o heliporto ali disponível. A empresa tem cerca de 5 funcionários bilíngüe (português e inglês) e é presidida pelo seu pai,, Milton da Silva. O irmão Leonardo, é o responsável pelos negócios mais novos da empresa. Seu primo Fábio é responsável pelas relações internacionais. Tudo ali funciona – em instalações muito luxuosas e modernas – a tempo e a hora.

Pergunto se já pensou em abandonar as corridas.

- “Não, ainda não é hora. Acho que posso competir até 40 anos. Mas isso não quer dizer que vou fazer assim. Posso parar bem antes daqui à 2 ou 3 anos. Até 40 anos acho viável para vencer corridas, ser campeão e competitivo. Apenas é o que considero viável para um piloto de  F1.”

- Qual é seu ídolo?

-“Juan Manuel Fangio, um homem reto, um campeão completo, um exemplo para todos os desportistas de todos os esportes.”

Ayrton e Adriane, confirmo, é lua de mel, sim. Eles vivem em uma vida de recém casados. E não me perguntem pelas obsoletas instituições sócias do noivado e do casamento.

Não colocou objeções quanto à publicação das fotos dessa reportagem. As namoradas de antigamente não tiveram esse privilégio, nenhuma. Senna não gostava de ser visto ou fotografado com namoradas.


Da ultima vez que vim a Angra,
Olhando para Adriane descreveu-me a sua mulher ideal:
“É a que sabe dividir todos os instantes do relacionamento, ser parceira em tudo. Claro que há o lado físico, a beleza. Mas a beleza
acaba, no fundo, o que fica, o que realmente une um casal, fortalece o relacionamento íntimo, é a capacidade que o homem e a mulher têm de somar, em tudo e por tudo.” Adriane estava a seu lado e nesse momento ganha um afago do campeão, como numa confissão pública de que ela preenchia todos os requisitos da mulher de seus sonhos.

Dirão vocês: “Ela é uma bruxa, hipnotizou o Senna.”

Fiquem certos de que bruxa ela não é, porque se fosse até eu ia querer ir para o inferno que, de resto, mesmo sem Adriane, deve ser o maior
Barato. O que pode acontecer é ela ter uma magia,  ter alguma coisa de maga, tal sorte que tem dado a ele ultimamente. E em vários GPs, ao vivo.

Adriane se esquiva de falar do namorado, sempre faz tudo de acordo com a vontade de Ayrton. Como modelo profissional ela poderia se aproveitar. Não faz e não quis. Desde que assumiu compromisso sério com Senna, ela ficou reclusa, e tudo que faz pede seu consentimento e ele analisa os contatos de trabalho dela.
Ayrton é uma espécie de empresário artístico dela. Almeja algo maior para sua carreira do que apenas tirar fotos publicitárias.

Lembro-me do dia que falei com ele sobre casamento ele respondeu-me:

“Pode ser hoje, amanhã, daqui a alguns meses... Não são as corridas que vão influenciar nisso.”

Mas, a seguir, foi enigmático:

“Não há data nem lugar marcado – riu um riso meio zombeteiro como quem diz: “Se vocês não descobrirem, eu não digo...”

Mas Ayrton deixou uma pista:

Ele olhou nos olhos de Adriane. Olhou olho no olho com Adriane. Ela corou, ficou muito vermelha. Tenho certeza que arquivou o recado. E quem conhece Senna,
sabe que ele é o cara dos de repente. Pode acontecer casamento e ninguém ficar sabendo. E namorado repentista é fogo... não é mesmo Adriane?


FONTE PESQUISADA

BIANCHI, Ney. Adriane, a nova máquina de Senna. Revista Manchete, Rio de Janeiro, Nº2.151, ano 42, p. 04 – 09, Editora Bloch, 26 de junho 1993.

Ayrton Senna e Adriane Galisteu namoraram um ano e meio. Os dois moravam juntos quando o piloto sofreu o acidente que o matou, em 1994.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Entrevista de Ayrton Senna para a revista Manchete à exatamente 1 ano antes de sua morte, em maio 1993.




No santuário de Angra dos Reis, pouco antes de embarcar para Mônaco, o piloto Ayrton Senna abriu a alma ao reporter Ney Bianchi.

Conversamos por um longo tempo, testemunhados pela multidão que é a modelo Adriane Galisteu - sua namorada -, uma espécie de rainha dos
pares perfeitos (dois olhos, duas pernas, dois braços, dois seios... e eu
acho um crime ela não ter duas bocas). Meu saudoso amigo
Sérgio Porto - o Stanislaw Ponte Preta - diria que ela é uma mulher para
duzentos talheres, no mínimo.

Raras vezes vi uma pessoa tão feliz e de bem com a vida quanto aquele Ayrton Senna que encontrei às vésperas de embarcar para Mônaco, semana passada. Ele é um cara tímido, quase que acanhado, de poucas gírias e raros palavrões. É gente fina.

-E as mulheres? Como elas entram nesses GPS particulares? Quem canta quem?

Agora ele ri aberto, os dentes curtos e muito claros à mostra. Olha para Adriane ao seu lado, que em um momento de recato, baixa os olhos.

Quando pergunto como é a mulher de seus sonhos, olhando para Adriane ele diz:

"- É a que sabe dividir todos os instantes da convivência, ser parceira em tudo. O lado físico, a beleza, o charme, a inteligência, é claro que tudo isso conta. Mas no fundo, o que realmente fortalece um relacionamento íntimo é a capacidade dos dois de soma, em tudo e por tudo."

Volta à natureza e, quando fala dela com toda a certeza visualiza os paraísos de múltipla escolha que Angra dos Reis lhe oferece:

- O bom mesmo é ir para uma dessas ilhas aí, deitar na praia deserta com a minha namorada e ficar curtindo o mar, o sol, o céu, ter um sensação de vida, de paz, de comunhão com todas essas coisas lindas!

Pergunto se pensa em casar, quando, se antes ou depois de deixar as corridas, as pistas. Responde sem pestanejar:

"- Não há data nem lugar marcados. Quando eu tiver que casar , caso. As corridas não têm nada a ver com isso."

Assim como quem não quer nada, pergunto-lhe sobre fé, crenças,
superstições:

"- Eu creio em Deus. Não tenho superstições nem santo de fé. Só Deus."

- E esse seu fascínio pela velocidade? Como você explica isso? Ri, agora descontraído:

"- Acho que já nasci com pressa. E vivo sempre com pressa. Quando vou
nadar, correr, navegar, esquiar, voar ou competir nas pistas, saio logo
acelerando. A velocidade me fascina. Comigo, começou como hobby e depois virou trabalho, um trabalho apaixonante."

- Quando você não está num carro de F1, andando de jet-ski, lancha, avião, helicóptero, qualquer coisa que corra ou voe, o que mais gosta de fazer?

"- Gosto de fazer amor, sempre. Comida, a trivial. E pra roupa não ligo. Gosto também de andar à vontade, descalço quando
estou na praia ou na fazenda. Adoro o verão, porque no inverno você tem que andar todo encasacado."

Em poucas horas, os dois, Ayrton e Adriane, embarcam para Mônaco.
Este ano, Senna tinha um motivo complementar para ganhar. Não podia fazer vergonha diante da amada, a modelo Adriane Galisteu, que ele levou a Monte Carlo. Adriane roeu as 10 unhas durante as 78 voltas da corrida. Mas, no final, entre um beijo da vitória e outro, abraçada ao campeão, me confessou:

"Valeu a pena!"




FONTE PESQUISADA

BIANCHI, Ney. Retrato de um campeão. Revista Manchete, Rio de Janeiro, Nº 2.147, ano 42, p. 08 – 13, Editora Bloch, 29 de maio 1993.

Ayrton Senna e Adriane Galisteu namoraram um ano e meio. Os dois moravam juntos quando o piloto sofreu o acidente que o matou, em 1994.


domingo, 6 de maio de 2012

Família Senna Corta Uma Cena de Adriane Galisteu no Filme

O corte no filme de Senna

Enquanto Ayrton Senna seguia rumo à vitória no GP de Mônaco, em 1993, Adriane Galisteu roía as unhas

Xuxa aparece mais no filme do que Adriane.

Gisele Vitória com Bela Megale e Thaís Botelho

Fonte Revista Isto É N° Edição:  2139 |  05.Nov.10 - 21:00







Enquanto Ayrton Senna seguia rumo à vitória no GP de Mônaco, em 1993, Adriane Galisteu roía as unhas. Alguém pergunta: “Você rói as unhas?” Ela diz: “Sim, toda vez que ele corre.” Este áudio foi cortado do filme-documentário Senna, que estréia na sexta-feira 12. Indagado sobre o corte, o diretor Asif Kapadia devolveu a pergunta: “Quem te contou isso? Alguém te falou? Não pediram e não me lembro de cenas dela”, disse. O roteirista Manish Pandey, no entanto, confirmou a edição: “Sim, me lembro do áudio dela em Mônaco”, disse Pandey. “O cara estava sob pressão. Não tinha um carro tão bom, mas ele tinha uma namorada. Não precisava entrar o vídeo de Mônaco. A garota foi mostrada no filme.” Viviane Senna, irmã e presidente do Instituto Ayrton Senna, negou um suposto desconforto da família com a apresentadora. “Não é isso. Se foi cortado, é porque várias cenas foram cortadas, inclusive uma em que o Alain Prost fala com carinho do Ayrton. Se entrasse tudo, teria mil horas. É um documentário.” Em 1h47 de filme, Adriane surge por 10 segundos, numa moto com Senna. Xuxa, que também namorou o ídolo, aparece por dois minutos, entrevistando-o em 1989. Convidada para a pré-estreia, Adriane não compareceu por estar amamentando. Seu assessor, Nelson Sacho, foi ao evento.




FONTE PESQUISADA


VITÓRIA, Gisele; MEGALE, Bela; BOTELHO, Thaís. O corte no filme de Senna. Disponível em: <http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/109584_O+CORTE+NO+FILME+DE+SENNA/13>. Acesso em: 6 de maio 2012.



Ayrton Senna e Adriane Galisteu namoraram um ano e meio. Os dois moravam juntos quando o piloto sofreu o acidente que o matou, em 1994.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A Morte do Único Irmão de Adriane Galisteu

Na mesma semana que Ayrton faleceu, em 1994, Adriane Galisteu ficou sabendo que seu único irmão Alberto Galisteu, aos 25 anos, tinha o vírus HIV contraído após o uso de drogas injetáveis. E que restava-lhe pouco tempo de vida. Ele veio a falecer no começo de 1996. Que descanse em paz.

FOTOS ADRIANE COM O IRMÃO E AMÃE D. EMMA