sábado, 24 de fevereiro de 2018

Quem é Quem!



E a "golpista" Adriane Galisteu tá aí. Nunca mais, depois da morte do Ayrton, tocou em um centavo sequer dele. Até hoje, pra quem conhecia o Ayrton de perto e para os fãs dele, ela é essa pessoa humilde, trabalhadora e que sempre fala do Senna com muito carinho, respeito e admiração. (Luma Carneiro, 24/02/2018)

Exatamente! Os interesseiros e golpistas eram os próprios parentes de Ayrton Senna. Ninguém mais. Ele deveria até tomar bastante cuidado porque quando envolve muito dinheiro não dá para confiar em ninguém, nem em pai, irmãos, primos... olha a quantidade de crimes como golpes, roubos e até assassinatos entre membros da mesma família por causa de herança, dinheiro. E os parentes do Ayrton são muito gananciosos. Só escapa mesmo a mãe dele, dona Neyde. Aliás, eles estavam começando a cometer crimes ao grampear o telefone do apartamento que Senna vivia com Adriane, para prejudicar o casal, tentando fazer Ayrton terminar com ela, evitando, assim, que os dois se casassem.

Repara também a quantidade de pessoas que são abandonadas pelos familiares a própria sorte quando precisam deles, Adriane mesmo foi desamparada pela família do Ayrton, eram seus sogros e cunhados, já que ela vivia com o piloto. Muita gente também é abandonada por pais e principalmente irmãos (e sobrinhos), quando necessitam deles, são completamente esquecidos, alguns viram até moradores de rua. Mas quando o familiar é rico, querem ficar monitorando quem se aproxima, gravitando em torno dele, "vivendo em função dele", como o Ayrton dizia sobre seus parentes.

As atitudes dos irmãos do Ayrton depois que ele morreu mostram que não estavam se importando com ele. Foram estremamente frios e insensíveis. Além da morte, estou me referindo em vida também. Com certeza não se importavam com a felicidade e bem estar dele. Egoístas, só queriam saber deles mesmo. Pouco tempo depois já estavam "fazendo festa" com o dinheiro que ele deixou. Não ligavam para o irmão, iriam ligar para a cunhada? Sem falar do pai do Ayrton, seu Milton. Não tem nem como definir esse tipo de família. Se é que pode chamar isso de família...

Antes de falecer, Ayrton estava tomando as rédeas de sua própria vida, não aceitando interferências de ninguém (pais e irmãos), decidindo tudo por ele mesmo, mas infelizmente aconteceu essa tragédia, interrompendo seu amadurecimento e evolução como ser humano, toda essa mudança que estava ocorrendo, algo sem precedentes, sem volta e que seria também para sempre, assim como a morte. 


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Rei morto, rei posto



Por José Henrique Mariante
Folha de S. Paulo 
Sábado, 29 de abril de 1995

Você quer cultuar uns dos maiores pilotos de todos os tempos que, como um verdadeiro herói, morreu durante sua missão, defendendo as cores de seu país?

Em tempos modernos, basta passar na loja e comprar um óculos feito em titânio que custa US$300.

Além de causar sensação na praia, você estará colaborando para erradicar a fome das crianças brasileiras.

Coisas como ter pôster no guarto e assistir corrida antiga gravada no vídeo, não estão com nada. Pois, afinal, não ajudam a manter o sonho do nosso herói, que se espatifou há um ano na Tamburello.

Por isso, devemos associar nossas ânsias consumistas com o coveniente paliativo de estar ajudando os mais necessitados.

Lamento, mas isto é história para boi dormir.

Senna morreu há um ano e seu nome e imagem estão sendo utilizados para gerar lucros, por mais que os royalties sejam destinados para programa disso e daquilo.

Seria muito mais ético chegar para as pessoas que ganharam dinheiro no rabo do foguete que foi Senna e cobrar, de cada um, a cota devida.

Muita gente chorou a morte de Senna, Via satélite, o público não quis acreditar na morte transmitida ao vivo. No funeral, não houve jeito. Era mais fácil ceder à catarse coletiva, impulsionada pela TV.

Depois de um ano, passada a comoção, aparecem as distorções.

Como a aposta exagerada em Barrichello, que recebe tratamento de superpiloto sem ainda ter alcançado este nível.

Um imediatismo daninho, que pode prejudicá-lo mais tarde.

E, o paradoxo, o decreto de alguns que dão como certo o fim próximo da maior categoria do automobilismo mundial, num estalar de dedos.

Senna morreu e no lugar dele fabricaram um outro Senna, que dá lucro, que serve aos interesses imediatistas, que justifica uma porção de bobagens.

Como não haverá outro igual por um bom tempo, o negócio é utilizar o que sobrou, da melhor forma possível. Da maneira mais rentável.

De qualquer forma, o verdadeiro fã continuará, a sua maneira, a venerar seu herói. Como muitos cultuam outros heróis mortos nas pistas. Não precisam de óculos de titânio.




FONTE PESQUISADA

MARIANTE, José Henrique. Rei morto, rei posto. Folha de São Paulo, São Paulo, 29 de abril 1995, Esporte, p. 4-5.


**********************

Opinião blog Senna Vive

Aproveitando o gancho da matéria... uma reflexão.

A família – irmãos e sobrinhos de Ayrton – se esbaldam com a fortuna que Senna deixou e a outra fortuna que ganharam com o nome dele (com sua morte). E isso desde a morte dele, nesses anos todos.... Vivem no luxo e como reis, realizando todos seus desejos (ex.: Leonardo, irmão de Ayrton, comprou uma Lamborghini por 2 milhões de reais, meses depois da morte do irmão, adquiriu também imóveis como em Campos do Jordão, etc... depois uma Ferrari; a irmã Viviane se cobriu de jóias... viagens... também comprou imóveis, carros de luxo, deu tudo do bom e do melhor para a família dela, filhos, e é assim até hoje. Os pais do Ayrton, idosos, nunca ligaram muito, não tem esses tipos de desejos). Escondem o jogo por causa do Instituto de caridade que fundaram em 94. Leonardo escondia a Lamborghini e a Ferrari na casa de campo, passeava com um Audi RS2, na época também de luxo, porém bem mais barato. Por um lado não estão errados nessa parte, de jeito algum, dinheiro é para isso mesmo, não está com nada ser avarento (embora seja fácil não ser com o dinheiro dos outros). Deixando claro que admiro demais pessoas simples, mas é bem diferente de ser avarenta... O outro lado, é aquele que já sabemos, o quanto eles perturbaram o Ayrton justamente por causa do dinheiro dele. Quando Senna morreu tudo mudou, antes davam conselhos a ele a respeito de se controlar mais, sobretudo seu Milton, o pai dele. Queria até controlar a fortuna e a vida do filho. Até taxaram Adriane Galisteu de golpista. Depois que ele morreu passaram a gastar exorbitantemente para realizarem seus sonhos, e é assim até hoje. Seu Milton, outrora avarento, passou a não ser mais tão rígido com dinheiro... bem diferente de quando Ayrton era vivo e dono de tudo. É a vida!

Para finalizar, seu Milton hoje não comanda mais nada, está bem idoso e doente, e sim Leonardo e Viviane. Dona Neyde (mãe de Ayrton), sempre gostou de ser dona de casa, nunca se envolveu com os negócios. O máximo que fez foi ajudar um pouco no Instituto. Atualmente é a procuradora do marido, ou seja, assina contratos pelos dois, em negócios feitos por Léo e/ou Viviane, por exemplo. 



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Ayrton Senna Conhece a Embraer

Jornal Bandeirante, 18 a 24 de dezembro 1992

Em visita rápida à Embraer, Senna conhece de perto a avançada tecnologia dos aviões 

O tricampeão de Fórmula 1, Ayrton Senna, esteve, na Embraer, na última quarta-feira, 16 de dezembro, para uma "visita à mineira", assim definida pelo piloto, que além de sua reconhecida paixão pelos carros, também cultiva interesse por todo e qualquer tipo de tecnologia avançada. Na Embraer, acompanhado do Diretor Técnico, Horácio Aragonês Forjaz e do Diretor de Produção, Juarez de Siqueira Britto Wanderley, Senna conheceu de perto a Seção de CAD-CAM, os "rigs" eletrônicos do AMX e do CBA-123, além das áreas de materiais compostos e usinagem. Na equipe do piloto, estavam o irmão Leonardo Senna e Octavio Guazelli, da Tetra Fórmula 1. 

Segundo o Diretor Técnico, Horácio Forjaz, há uma proximidade entre os carros de fórmula 1 e as aeronaves. São produtos diferentes na forma, mas bastante parecidos quanto às necessidades. A Embraer já estudou a possibilidade de ensaios em carros de fórmula 1. Há condições de adaptabilidade. A necessidade de parâmetros, informações, são alguns dos fatores de aproximação tecnológica entre essas máquinas explica Horácio. 

Confirmando a tese do Diretor Técnico, Ayrton Senna procurou em sua visita à Embraer se inteirar dessa avançada tecnologia empregada nas aeronaves. Ouviu atentamente a explicação dos técnicos, checou pessoalmente alguns procedimentos e deixou aqui suas impressões sobre o potencial da Empresa. 


"Conheci outras indústrias aeronáuticas e fica difícil estabelecer comparações. Como leigo, a impressão que tenho é que existe aqui toda uma força, tanto tecnológica como humana para ser explorada finaliza Ayrton Senna". 


O campeão veio à Empresa em seu helicóptero particular e sua visita se encerrou às 17 horas. Durante todo o trajeto distribuiu vários autógrafos e na despedida foi surpreendido por um grande número de funcionários, que aguardavam uma chance de conhecer de perto esse ídolo.

Na demonstração da máquina de jato d'água, Giovani Rogério de Morais ofereceu ao piloto a letra "S" esculpida em placa de fibra de vidro. Como retribuição, uma foto histórica 
Foto: D. S. Shiboto 


O campeão em outros ângulos 

Ayrton e a Fórmula 1 

"A gente está no compasso de espera. Só nos próximos dias é que teremos um plano, uma definição. Quanto a mim, corro porque gosto, e espero que todos os problemas se solucionem". 

Suzanne Carvalho, a campeã na F3 

"Já existiram outras mulheres no automobilismo. As mulheres são minoria nesse esporte, mas diante de todas as dificuldades e barreiras, penso que quem consegue chegar lá tem um valor especial". 

A Política no Brasil 

"Eu não sou político, nem líder empresarial, sou piloto de corridas. Sobre esse assunto, a gente aprende no dia a dia que quando as coisas vão bem, trabalhando, a gente melhora. Porém, quando as coisas vão mal, só trabalhando muito é que se melhora a situação". 

Ainda sobre política... 

"Política é a base da corrupção. Política é a desgraça do mundo!" 

O Natal e o Ano Novo do campeão 

"Na praia, com a minha família!" 








FONTE PESQUISADA 


BANDEIRANTE-Tricampeão Ayrton Senna conhece Embraer. Bandeirante, 18 a 24 Dezembro de 1992, ano 23, nº 559, Edição Semanal, página 9.

Audiobook em MP3 do Livro Caminho das Borboletas de Adriane Galisteu (Download / Baixar)


O Audiobook Caminho das Borboletas. Agora você poderá ouvir a linda história de amor de Ayrton Senna e Adriane Galisteu narrada pela própria Adriane. 

Toda a paixão do livro que conquistou o público com mais de 500 mil cópias vendidas no Brasil, agora narrada pela própria Adriane numa conversa íntima, sincera e comovente. Profundo de emoções, o Talk Book "Caminho das Borboletas" é mais do que uma recordação. É um gesto de homenagem. 

Talkbook foi lançado em 1995. 


BAIXEM!